terça-feira, 30 de novembro de 2010

Dança

dedico a Polly Monteiro, a professora de
dança mais humana que meu universo conhece.

Nenhum corpo que dança fenece
Todo corpo que cresce se move
Tudo ocorre num corpo que mexe
O estanque é a vida que morre
Uma rija estrutura padece
Movimento é um deus que promove
Movimento é um tipo de prece
Movimento é um deus que socorre
Descontínuo que desaparece
Movimento é um corpo que explode
Cinestésico corpo que ocorre
A certeza que o mundo renove
Todo corpo que cresce se move
Nenhum corpo que dança padece.

2 comentários:

Alfarrábios de outrora disse...

Bela oração de percepção e vontade; rima lirica de máximas que ajudam-nos a refletir sobre relativas horas de nós mesmos.

Bela postagem.

Marcelo Portuária

Visitem: alfarrabiosdeoutrora.blogspot.com
cidadaniadoscapitais.blogspot.com

polly disse...

Toda vez que leio me emociono.
Obrigada por tanto amor, tanta poesia, tanta entrega.
Sua dança é bela.
Leve- a sempre para todos os lugares.
Obrigada, mais uma vez.
Beijos, com amor.