terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Garrafa no mar...

De frente para garrafa no mar...
Marejando o instante que existe entre o abrir e o soterrar.


Marejando uma garrafa no mar...
Reticenciando.

para esquecer de uma vez...

Sem saber se enterra para nunca mais ou responde palavras a errar
na imensidão da distância...

Sabendo da garrafa. Somente.
Estatuando em seu alcance, sem palavras a publicar...

De frente para garrafa no mar...
Marejando o instante que existe entre o abrir e o enterrar.


A garrafa, sempre a garrafa...
Talvez somente ela pudesse vir assim fazer calar...

para esquecer de uma vez...

Garrafa traiçoeira memorando o tanto que havia a proferir
e justo pelo tanto, ensinando que é melhor quietar...

Em meio a multidões de idéias e textos e rimas
Uma garrafa, somente, catalisando o silenciar...

De frente para garrafa no mar...
Marejando o instante que existe entre o abrir e o soterrar.

13 comentários:

DIARIOS IONAH disse...

muito bem, gostei de ler....
e as pinturas? por que não ilustram este poema tão lindo?

polly disse...

Hoje fui à praia com Paulo e ele me disse que já mandou várias garrafas pelo mar, com recadinho dentro. Ecologia, à parte, é poesia pura não é mesmo?
Eu abriria...
É lindo!!!
Beijos, querida.

DIARIOS IONAH disse...

fiz o post de hoje pensando em voce, passa la para dar uma olhadinha,
bjs

Beija Flor disse...

Concordando com Polly, também abriria a garrafa, antes de soterrar... mesmo que venha a soterrar depois de abri-la.

Não apenas é poesia pura, mas é "tudo métrica e rima e nunca dor". O objetivo é e sempre foi somar, multiplicar e dividir, nunca subtrair.

Aproveito pra te lembrar que tem aqui uma garrafa de Champagne esperando pra ser aberta, dentro de um mar de um monte de outros argumentos pra uma volta.

Abre a garrafa!

Beija Flor disse...

"Para quem quer se soltar, invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor e sei a dor de me lançar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais
E sei a vez de me lançar"

Milton Nascimento e Ronaldo Bastos

Moku.Moku disse...

Que bom encontrar isto aqui... palavras usadas assim tão livres... quase vivas, ou mais que vivas... Bj pra tu Manuela

DIARIOS IONAH disse...

Manuca responde os comentarios....

manu moema disse...

Respondendo os comentários.

Diário Ionah,
uma idéia muito boa a de ilustrar este poema.. na verdade, muito boa a idéia de ilustrar poemas.. tenho esse projeto, de criar imagens para alguns textos..

tenho feito umas aquarelas. Ainda não chegeui com elas nos poemas, mas pretendo fazer isso e esse seu comentário me dá entusiasmo para isso.


Polly,
Paulo é um ser fantástico, e como tal, vive coisas que nós às vezes acreditamos serem apenas fantásticas.. fantasiosas..
somos felizes de ter paulo pra nos mostrar que não.
nem tudo é só metáfora. Se quisermos, nada é só metáfora. Ele mostra isso.

olhodopombo disse...

O que eh estencil, Manu?

fatimapombophotos disse...

oi apareci,para ver as novas ilustrações...
2009 com coisas novas...

Beija Flor disse...

Posso usar esse poema do eu amigo?
Usar-lo-ei, mantendo a identidade autoral.

Amo muito.

olhodopombo disse...

veja aqui no meu blog, se eu escrevi certo a palvra lagartixa?

olhodopombo disse...

tambem to jogando a minha garrafa de vidro no mar....