segunda-feira, 6 de junho de 2016

FLOR SEM SOL

Na sombra, tristonha flor.
Ao longe, o sol em fulgor.
E o botão sem luminescência.
 
Tem a vida em si e mingua.
Abre mansinha, singela e tímida;
carregada de insuficiência.
 
Sem luz ou calor com intensidade,
vê mirrar sua fertilidade,
este potencial de fluorescência...
 
Oh sombra, severo algoz!
Por que se fazer tão atroz
e semear tanta carência?
 
Sem força, as pétalas vão,
e vai também a imensidão
de sonhar com a permanência.
 
Raquítica, queda sem fruto.
Refletindo antecipado luto:
não perpetuará a existência.

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